Rhavi Noah Junor Bastos, de 6 meses, está há 47 dias internado no Hospital da Criança Santo Antônio, onde luta pela vida em meio a falta de leitos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Rhavi foi levado ao hospital no dia 30 de julho e teve o diagnóstico de bronquiolite, que é uma inflamação nos canais que conduzem o ar para os pulmões, além de sintomas gripais. Durante a internação, ele teve que ser entubado 3 vezes para conseguir respirar e o quadro de saúde dele não melhorava.
A mãe, Liliane Bastos, 33, disse que alertou os profissionais de saúde que o Rhavi precisava de uma assistência maior ou outro tipo de tratamento, já que o quadro de saúde dele só piorava com o passar dos dias, e ao ser levado para enfermaria onde tinham 7 pacientes, o bebê só piorou.
“Alertei que ele deveria ficar em um quarto com poucos pacientes, porque eu temia que pudesse contrair outra doença, e foi justamente isso que aconteceu, ele foi diagnosticado com pneumonia hospitalar, segundo os médicos”, disse Liliane.
Hoje o pequeno Rhavi ainda está sob risco no Trauma do Hospital da Criança, porque não há leitos de UTI disponíveis. A mãe também disse que ele apresentou melhoras quando estava recebendo antibióticos, mas que decidiram suspender, foi quando ele piorou novamente.
“Ele estava ficando melhor, mas quando percebemos, tudo foi decaindo em uma falta de assistência ao ponto que tiraram os medicamentos e o meu filho ficou muito pior do que quando chegou ao hospital. Somente agora no Trauma que ele voltou a ser medicado como antes”, lamenta.
Liliane denuncia que houve negligência no tratamento da criança e pede que ao menos transfiram o Rhavi para um local com menos pacientes.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) informou que o paciente R. N. J. B. encontra-se em atendimento intensivo no Setor de Trauma do Hospital da Criança, recebendo assistência permanente por equipe de saúde multidisciplinar. “A criança foi internada no dia 30 de julho com quadro de inflamação respiratória. No dia seguinte foi internada na UTI, apresentou melhoras e voltou a precisar de atendimento intensivo. O Hospital da Criança ressalta que toda uma equipe médico-hospitalar (médicos, odontopediatras, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, farmacêuticos, bioquímicos e técnicos de enfermagem) está cuidando da criança, sem medir esforços para lhe oferecer o melhor tratamento possível, buscando a cura e restabelecimento do mesmo”, garantiu.
A Prefeitura reiterou que os protocolos seguem à risca a condição e necessidade de cada paciente. “As imagens divulgadas pelos próprios familiares demonstram o amparo e os cuidados que a criança vem recebendo”, complementou.



