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Guerra por vagas: União Brasil tenta barrar entrada de Oleno Matos

A tentativa de desfiliação do defensor público Oleno Matos do União Brasil abriu um novo capítulo de tensão política dentro do partido em Roraima. A filiação ocorreu dentro do prazo da janela partidária, sem qualquer contestação inicial. No entanto, após o encerramento do período, a própria sigla recorreu à Justiça Eleitoral para pedir o cancelamento.

O caso tramita na Justiça Eleitoral e ainda não tem decisão definitiva. O juiz responsável determinou a abertura do contraditório, garantindo prazo para manifestação de Oleno Matos antes de qualquer deliberação. A discussão envolve a natureza do pedido, que inicialmente foi apresentado como expulsão e depois reformulado como recusa de filiação.

Em meio ao impasse jurídico, o próprio Oleno Matos afirma não compreender a situação. “Não entendo as razões dessa situação. Fiz a filiação no prazo, sem nenhuma objeção”, declarou. Ele também reforçou que pretende disputar as eleições e que a decisão deve ser do eleitor. “São 24 vagas para deputado estadual, e é a população que vai decidir quem quer que seja eleito”, completou.

Nos bastidores, a movimentação é vista como reflexo de uma disputa interna por espaço. Oleno chega ao partido com trajetória consolidada, após quatro passagens pela Defensoria Pública-Geral, além de experiência política e administrativa. Esse perfil o coloca como um nome competitivo dentro de uma chapa já considerada forte.

O União Brasil, atualmente, reúne um grupo expressivo de parlamentares e pré-candidatos, com cerca de 13 nomes disputando espaço. A projeção, no entanto, é de que o partido eleja um número menor de deputados estaduais, possivelmente entre nove ou menos. Esse cenário intensifica a concorrência interna e eleva a pressão sobre a composição final da chapa.

Diante da repercussão, o governador Edilson Damião, atual presidente do União Brasil no estado, afirmou que o questionamento à filiação ocorreu antes de sua gestão. Segundo ele, a situação está sendo tratada junto às direções nacional e regional do partido. Damião também destacou a relação pessoal com Oleno e sinalizou busca por solução.

“Houve um questionamento anterior à minha presidência. Ele acrescentou que acredita em uma resolução consensual. “Acredito que a gente possa resolver da melhor forma possível, junto com a direção nacional e regional, para que ele possa concorrer pelo partido”, disse.

Enquanto isso, o caso segue em análise na Justiça Eleitoral e deve definir não apenas o futuro da filiação de Oleno Matos, mas também os rumos internos de uma das principais siglas políticas do estado nas eleições de 2026.

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