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Sitram critica Prefeitura e cobra reajuste a todos os servidores municipais

De forma inesperada, em uma live, o prefeito Arthur Henrique Brandão anunciou na noite desta segunda-feira, 21, com quatro vereadores da base do governo municipal presentes, um Projeto de Lei que deve ser aprovado pela Câmara Municipal nos próximos dias para que os servidores da educação recebam um abono, no valor de um salário.

“Vamos cobrar que a Câmara Municipal fiscalize as ações do prefeito, pois em nenhum momento ele explicou como conseguiu economizar para fazer esse pagamento. Não justifica de forma plausível o fato de pagar este abono apenas para servidores da educação. Entendemos que todos os trabalhadores, diante das perdas inflacionárias e das dificuldades de uma pandemia, merecem reajuste e não somente um abono salarial”, criticou Sueli Cardozo, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Boa Vista (Sitram).

A diretoria do Sitram tem cobrado desde 2019 reajuste salarial para todos os servidores públicos de Boa Vista. Os trabalhadores acumulam perdas superiores a 12%. Os percentuais foram obtidos com base em estudos feitos pela entidade e o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).

Os dirigentes devem solicitar uma cópia do PL e articular com os associados cobranças de reajuste.

“Se for saldo de recursos do Fundeb de 2020, este deveria ser rateado e pago aos profissionais da educação até o mês de março de 2021. Os trabalhadores da SMEC merecem muito, mas defendemos a igualdade de direitos”, reforçou Sueli.

RATEIO DO FUNDEB

O Sindicato questionou da PMBV em 2020 o rateio do saldo remanescente do Fundeb já que não houve aulas presenciais devido a pandemia de Covid-19 e os gastos com o ensino remoto para o executivo são menores nesta modalidade. A legislação permite que os valores que não foram gastos possam ser divididos para os profissionais de educação.  O município ocultou as informações, não concedeu rateio e continua sem responder as solicitações referentes à prestação de contas do Fundo.

“A categoria acredita que não tem como o município gastar todo o recurso do Fundeb em um ano atípico como foi 2020. Cobramos o rateio e a prestação de contas.”, reclama Sueli Cardozo, presidente do Sitram.