ELEIÇÕES 2020: Entenda como anda o tabuleiro eleitoral na disputa para prefeito de Boa Vista

ELEIÇÕES 2020: Entenda como anda o tabuleiro eleitoral na disputa para prefeito de Boa Vista

Faltando três dias para o fim do prazo para a realização das convenções partidárias que vão oficializar os candidatos à Prefeitura de Boa Vista, algumas peças ainda seguem desencaixadas no cenário eleitoral.

Muitas das pré-candidaturas esperam até o último momento para definir os nomes para a vice, além de postulantes que se lançaram como pré-candidatos, mas podem ser rifados no último minuto.

A disputa começou com 17 nomes e hoje 13 disputam o cargo de prefeito na capital de Roraima, mas apenas três nomes já foram confirmados em convenção partidária: O deputado federal Nicolleti (PSL), Gerlane Baccarin (PP) e Fábio Almeida (Psol). Desses três, apenas Nicoletti está registrado como candidato no Tribunal Regional Eleitoral (TRE)

Continuam como pré-candidatos o deputado federal licenciado, Ottaci Nascimento (SD), o vice-prefeito, Arthur Henrique (MDB),  e Sheridan (PSDB), o vereador Linoberg Almeida (REDE), os ex-deputados federais Luciano Castro (PR) e Abel Galinha (DEM), além de Zé Haroldo (PSD), Isamar Ramalho (Podemos), Rudson Leite (PV) e Shaolyn (PMN).

Composição de chapas

Dos 13 nomes, cinco pré-candidatos que se lançaram na disputa, hoje são vistos como possíveis desistentes ou estão sendo procurados para compor chapa com outros postulantes que já tem grupo ou estão mais fortes no cenário.

São eles: Abel Mesquita (Dem), Rudson leite (PV), Luciano Castro (PR), Shaolyn (PMN) e Isamar Ramalho (Podemos). Um dos mais procurados é o empresário e ex-deputado federal, Abel Mesquita, que tem como apoiador o senador Chico Rodrigues do mesmo partido. O Dem realizará a convenção na quarta-feira,16 de setembro, em horário ainda não definido.

“Sou pré-candidato a prefeito e nunca falei que apoiaria ninguém. Na convenção irei decidir, mas se não conseguir fazer grupo, vou declinar para algum lugar”, explicou Abel ao Política Macuxi. Questionado pela reportagem, voltou a afirmar que a decisão deve sair até o dia 16, data limite das convenções, e ressalta que “quem tem tempo, não tem pressa”.

Outras candidaturas, como a de Shaolyn (PMN) e de Rudson Leite (PV) também sofrem pressão pela desistência. Rudson, em entrevista ao site Política Macuxi, explicou que só na convenção é que definirá se o partido terá candidato majoritário ou apoiará outra candidatura.

“Política se faz com organização, objetivos e pessoal, que nós temos, e se não for 2020, será 2022. Em relação a conhecimento, sou administrador e acumulo bastante experiência e o que nos falta nesse momento são os recursos para fazer a roda girar. Temos candidatos a prefeito nos municípios de Amajari, Bonfim, Mucajai, Rorainópolis e o vice em Pacaraima e essas situações consumirão a maior parte dos nossos recursos. Quarta-feira decido, pois, a fila de candidatos, querendo nosso apoio, está grande. Estamos conversando com Luciano Castro, Isamar, Sheridan, Ottacir e Linoberg”.

Luciano Castro, ex-deputado federal e o Pastor Isamar Ramalho também devem manter suas candidaturas, apesar dos convites e pressões.  Nenhum deles decidiu ainda quem será seu vice e deixaram as convenções para os últimos dois dias.

Cadê os vices?

Dos 13 candidatos, apenas seis já definiram os nomes dos vices. Faltando dois dias para o fim das convenções, permanecem sem indicativo de vice, esperando as alianças de última hora, os pré-candidatos Arthur Henrique e José Haroldo, que realizam suas convenções nos dias 15 e 16, terça e quarta.

Também ainda não definiram seus parceiros na disputa, Isamar Ramalho, Luciano Castro, Abel Galinha, Shaolyn Gomes e Rudson Leite.

Dentro desse espectro político, há quatro candidatos com suas chapas definidas: Ottaci (SD) que convidou a deputada estadual Lenir Rodrigues, Nicoletti, que escolheu a dentista Lidiane Vanderlei, Sheridan que se aliou ao ex-ministro Marcos Jorge, Fábio Almeida que forma chapa com Thiana Tataira e o vereador Linoberg que se uniu ao médico Wesley Thomé.

Palanque da esquerda

Já no campo da esquerda, que apresenta um racha dentro das candidaturas postas, alguns partidos, que eram contabilizados como peças chaves e apoiadores, já confirmaram que não vão apoiar oficialmente nenhum majoritário e que deixarão seus filiados livres para os apoios.

No palanque do pré-candidato a prefeito, Linoberg (Rede), está o partido de seu vice, o médico Wesley Thomé (PCdoB). O partido tem como figura mais proeminente o chefe da Casa Civil, Soldado Sampaio, que deve seguir o governador de Roraima e não declarar apoio a ninguém nesse primeiro turno.

O servidor público, Fábio Almeida, vive uma situação um pouco mais complicada. O político escolheu a microempreendedora, Thiana Tataira, de 30 anos, para vice da chapa, mas perdeu o apoio de dois importantes aliados.

Seu partido, o PSOL, esperava contar com o apoio de outros dois partidos, PSTU e PCB, em uma grande frente de esquerda, o que não se concretizou.

“O PCB em Roraima não irá lançar candidatos nem a prefeito e nem a vereador e não irá se coligar com nenhum partido na chapa majoritária. Porém, afirma que tanto a nível nacional como local, tem mantido a aliança política com partidos de esquerda como Psol e Pstu e que ainda esse mês lançará uma nota política à sociedade explicando os motivos da não participação local no pleito”, explicou o presidente do partido, Paulo Thadeu.

Maiores alianças

Por enquanto, no atual cenário vigente, apenas dois pré-candidatos conseguiram arregimentar alianças fortes com outros partidos.

O candidato da prefeita Teresa Surita e do ex-senador, Romero Jucá, o ex-secretário Arthur, ainda não tem vice fechado, mas seu grupo é formado por quatro partidos:  PMB , MDB e AVANTE que já confirmaram oficialmente apoio.

O que tem maior apoio político na capital é o pré-candidato Ottaci, com 11 partidos arregimentados pelo presidente da Assembleia, Jalser Renier, do Solidariedade e que fecharam apoio nesta disputa a ele e sua vice Lenir Rodrigues, do Cidadania. São eles: PRTB comandado por Coronel Chagas, PTC dirigido por Dhiego Coelho e Thiago Fogaça, PSC de Frankembergen Galvão; PSB de Iradilson Sampaio; Patriota de Francisco Araújo;  PROS de Juscelino Pereira, DC de Roberto Lopes; PTB – Jeferson Alves e PT de Evangelista Siqueira.

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