CARGO QUE JÁ FOI DO MARIDO: Teresa é contratada por Arthur para fazer consultoria da Prefeitura
A ex-prefeita Teresa Surita ao lado do marido, Marcello Guimarães (Foto: Arquivo Pessoal)

CARGO QUE JÁ FOI DO MARIDO: Teresa é contratada por Arthur para fazer consultoria da Prefeitura

A ex-prefeita Teresa Surita e o marido Marcello Guimarães tem mais em comum do que serem casados. Ambos foram nomeados para exercer o mesmo cargo na estrutura organizacional da Prefeitura de Boa Vista (PMBV). Ele em 2015 e ela em 2021.

O prefeito Arthur Henrique (MDB) decidiu nomear a ex-prefeita e mentora Teresa Surita (MDB) para cargo comissionado na Prefeitura, de titular da Consultoria Geral do Município. A nomeação foi divulgada no Diário Oficial do Município (DOM) desta sexta-feira, 29.

Conforme o decreto nº 0197/P, o prefeito nomeia Maria Teresa Saenz Surita Guimarães para exercer o cargo em comissão de consultor geral, da Consultoria Geral do Município. O decreto entra em vigor no dia 01 de fevereiro. O cargo político tem status de secretário municipal, com salário semelhante, em torno dos R$ 16 mil ao mês.

No site da Prefeitura, na área onde trata das secretarias e órgãos municipais, consta o setor de Consultoria, porém, não há nenhum consultor nomeado.

A nomeação de Teresa foi criticada nas redes sociais pela população de Boa Vista. “Cúmulo do absurdo! Agora seu vice que alçou eleito, nomeou a ex-chefe como consultora geral da Consultoria Geral do Município”, disse um usuário.

“Autonomia, onde? Teresa Surita dá um tutorial pra você que quer se reeleger sem concorrer às eleições”, disse outro. A ex-prefeita ainda não se posicionou sobre o assunto.

Cargo já foi de marido da ex-prefeita

A nomeação é similar à que Teresa realizou no passado. Em 2015, a então prefeita nomeou o marido, Marcello Guimarães, para o cargo em comissão de consultor-geral da Consultoria Geral do Município, porém, a atitude também foi criticada e chegou a gerar decisão judicial.

Na época, a Justiça Estadual determinou a exoneração do cônjuge conforme pedido do Ministério Público Estadual (MPRR) por suposta prática de nepotismo. Porém, no dia seguinte, a própria Justiça estadual decidiu revogar a liminar. Marcello pediu exoneração uma semana depois e o cargo permaneceu vago.

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