LAVAGEM DE DINHEIRO: Justiça Federal em Brasília investiga denúncia de corrupção contra Jucá

LAVAGEM DE DINHEIRO: Justiça Federal em Brasília investiga denúncia de corrupção contra Jucá

O ex-senador de Roraima, Romero Jucá, é investigado pela Justiça Federal em Brasília por envolvimento em esquema de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele teria recebido R$ 1,3 milhão em 2008 para direcionar à NM Engenharia contratos da Transpetro, subsidiária da Petrobras. O ex-parlamentar virou réu em maio deste ano. Jucá deixou de ter foro privilegiado em 2019 quando perdeu a reeleição.

O dinheiro do suborno foi “lavado” por meio de doações oficiais para o Diretório Estadual do MDB em Roraima. A estratégia objetivava esconder a verdadeira fonte dos recursos aplicados por Jucá, em 2010, nas campanhas dele ao Senado, do filho Rodrigo Jucá para a Assembleia Legislativa de Roraima e da ex-esposa Teresa Surita para a Câmara Federal. Teresa é atual prefeita de Boa Visa. Ela e Romero Jucá comandam a campanha para prefeito do candidato do MDB, Arthur Henrique.

As investigações apontam que Romero Jucá recebeu pagamentos ilícitos entre os anos de 2008 e 2010 e em 2012. A NM Engenharia pagava propina ao ex-senador e integrantes do MDB para continuar participando de licitações da Transpetro. A estatal era presidida por Sérgio Machado, que assumiu o cargo indicado por Jucá. As informações foram dadas pelo próprio Sérgio, em acordo de delação premiada.

A denúncia foi oferecida, inicialmente, em agosto de 2017 pela Procuradoria-Geral da República. No ano passado, a pedido do Ministério Público do Paraná, o caso passou para a 13ª Vara Federal de Curitiba, que coordena a Operação Lava Jato. O órgão ministerial argumentou que os supostos crimes ocorreram dentro de uma empresa de transporte de combustíveis pertencente à Petrobras.

Mas em setembro deste ano, após solicitação da defesa de Jucá, as investigações foram transferidas para a capital do país. A decisão foi da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Dois ministros votaram a favor e dois contra. O empate beneficiou o ex-parlamentar porque, segundo as regras internas do Supremo, quando isso acontece, vence a tese mais favorável ao réu.

Outro lado- A reportagem solicitou posicionamento por meio da assessoria do ex-senador, e aguarda retorno.

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