O mundo político em Roraima está abalado com a denúncia explosiva contra a ex-governadora Suely Campos.
Nesta segunda-feira (29), a Polícia Civil anunciou que encerrou as investigações e formalizou a acusação de peculato contra ela, alegando desvio de mais de R$ 8 milhões.
Peculato ocorre quando há desvio ou apropriação, por parte de funcionário público, de um bem a que ele tenha acesso por causa do cargo que ocupa.
Segundo as autoridades policiais do governo de Roraima, Suely Campos é acusada de não repassar à Caixa Econômica Federal o dinheiro referente a oito parcelas descontadas em folha de pagamento.
Essas parcelas eram provenientes de empréstimos consignados feitos por servidores estaduais. Os desvios teriam ocorrido entre maio e dezembro de 2018, em pleno exercício de seu mandato.
Inicialmente, as investigações estavam a cargo da Polícia Federal (PF), mas com a perda do foro privilegiado por parte de Suely, o caso foi transferido para a Justiça Comum e, consequentemente, para a Polícia Civil.
A acusação de peculato é grave e poderá acarretar sérias consequências para a ex-governadora.
A delegada de Repressão a Crimes contra a Administração Pública, Magnólia Soares, destacou a seriedade do caso. Ela enfatizou que a justificativa da crise financeira não justifica a apropriação indevida e desvio do dinheiro dos servidores.
Servidores
Os impactos dessa ação criminosa são sentidas pelos servidores. A Caixa Econômica Federal informou que o débito ainda não foi totalmente quitado, causando um prejuízo significativo.
Alguns servidores ainda não conseguirem amortizar suas dívidas junto à instituição financeira, e ficaram impedidos de realizar novos empréstimos.
Caberá ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) investigar sua prestação de contas durante o período em questão e determinar a responsabilidade.
Suely Campos governou Roraima de janeiro de 2015 a dezembro de 2018, período marcado por uma crise econômica que levou à intervenção federal no estado.
As consequências desse caso certamente terão um impacto duradouro na cena política local.



