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Roraima escolhe governador neste domingo em eleição marcada por disputa judicial e candidaturas sob questionamento

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Os eleitores de Roraima voltam às urnas neste domingo (21) para escolher o governador e o vice-governador que comandarão o Estado até janeiro de 2027. A eleição suplementar foi convocada após a cassação da chapa eleita em 2022 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em um processo que apontou abuso de poder político e econômico.  

Três nomes disputam o chamado “governo tampão”: o governador interino Soldado Sampaio (Republicanos), o ex-prefeito de Boa Vista Arthur Henrique (PL) e a socióloga Nelita Frank (PT). A votação ocorre das 8h às 17h em todo o Estado.  

O cenário eleitoral, porém, chega ao dia da votação cercado de controvérsias jurídicas. Arthur Henrique disputa a eleição com candidatura sub judice após ter o registro indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR). Apesar disso, ele permaneceu na campanha e aparece normalmente na urna eletrônica enquanto aguarda decisão definitiva das instâncias superiores. Os votos recebidos por ele ficarão registrados, mas sua validade dependerá do resultado dos recursos que ainda tramitam na Justiça.  

Já a candidata Nelita Frank enfrenta uma situação inusitada. Embora tenha sido confirmada como candidata após substituir Antônia Pedrosa, o nome e a foto que aparecerão na urna continuam sendo os da candidata substituída. A Justiça Eleitoral alegou falta de tempo hábil para alterar os dados após o fechamento e lacre das urnas. A coligação recorre da decisão.  

A eleição poderá ser decidida ainda neste domingo caso algum candidato obtenha mais de 50% dos votos válidos. Se nenhum alcançar essa marca, haverá segundo turno entre os dois mais votados. A data da nova votação ainda será confirmada pela Justiça Eleitoral.  

Mais de 384 mil eleitores estão aptos a votar em Roraima. Para a Justiça Eleitoral, o pleito representa a etapa final de um processo iniciado após a cassação dos mandatos do ex-governador Antonio Denarium e do ex-vice-governador Edilson Damião, decisão que levou à convocação de uma nova eleição para definir quem comandará o Estado até o fim do atual mandato.  

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