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Rodrigo Cataratas é condenado a mais de 22 anos de prisão e R$ 31,7 milhões por garimpo ilegal

A Justiça Federal condenou o empresário Rodrigo Martins de Mello, conhecido como Rodrigo Cataratas, por envolvimento direto com o garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami. Ele é candidato ao senado nas eleições 2026

A decisão também atingiu familiares e aliados próximos.

Além de Rodrigo, foram condenados o filho Celso Martins de Mello, a irmã Brunna Martins de Mello e Leonardo Kássio Arno, apontado pela Justiça como “testa de ferro” do esquema.

Segundo a sentença, Rodrigo era o chefe de uma organização criminosa estruturada para explorar ilegalmente recursos minerais em terras indígenas, com apoio logístico, uso de aeronaves e empresas de fachada.

O juiz destacou que havia divisão clara de funções: enquanto Rodrigo comandava o esquema, familiares e colaboradores atuavam na logística, na movimentação financeira e na ocultação da origem do dinheiro.

As investigações apontaram que empresas como a Cataratas Poços Artesianos e a TARP Táxi Aéreo foram usadas para dar aparência legal às operações e disfarçar a origem ilícita dos recursos, que teriam como destino final a conta pessoal de Rodrigo.

Rodrigo Cataratas foi condenado a mais de 22 anos de prisão, além do pagamento de indenização de R$ 31,7 milhões e multa superior a R$ 190 mil. As penas incluem crimes ambientais, usurpação mineral, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

O filho Celso Martins e Leonardo Kássio Arno receberam penas superiores a 10 anos de prisão cada, além de multas e indenizações milionárias.

Brunna Martins de Mello também foi condenada, embora tenha sido absolvida de parte das acusações por falta de provas em alguns pontos.

A Justiça ainda determinou o confisco de 23 aeronaves e caminhões usados para dar suporte ao garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami.

Na mesma decisão, o juiz absolveu o ex-vereador Marcelo Vieira de Carvalho, conhecido como Marcelo Milenium, por entender que não houve comprovação de participação penalmente relevante no esquema.
Cabe recurso da sentença

Outro Lado

NOTA DE ESCLARECIMENTO
Rodrigo Cataratas esclarece que a decisão divulgada refere-se a uma sentença de primeira instância, que não é definitiva e ainda está sujeita a recurso junto às instâncias superiores do Judiciário.
O empresário reforça que respondeu a todo o processo em liberdade, conforme reconhecido na própria decisão judicial, que não apontou motivos para decretação de prisão preventiva, assegurando-lhe o direito de recorrer em liberdade.
A defesa técnica de Rodrigo Cataratas sustenta que a sentença desconsidera documentos e provas que demonstram a legalidade de suas atividades, razão pela qual a decisão será devidamente contestada por meio dos recursos cabíveis.
Rodrigo reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e o respeito às normas vigentes, confiante de que os fatos serão corretamente analisados nas próximas etapas do processo.
Por fim, destaca que seguirá colaborando com a Justiça e acredita que a verdade prevalecerá ao final do julgamento.

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