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Deputado Coronel Chagas rebate cobrança de prefeito e diz que atraso em obras é culpa da prefeitura

O deputado estadual Coronel Chagas (PRTB) reagiu à cobrança pública feita pelo prefeito de Uiramutã, Tuxaua Benísio (Rede), durante o festejo de São Sebastião, no último domingo (26), e afirmou que vem cumprindo seu papel com o município: destinar recursos e garantir a previsão orçamentária, cabendo à gestão municipal executar as obras quando o dinheiro já está disponível.

A assessoria do parlamentar classificou o episódio como uma “descortesia injustificável” e reforçou que todas as emendas destinadas ao município foram devidamente empenhadas, com recursos depositados na conta da Prefeitura — etapa que, na prática, encerra a obrigação do deputado na tramitação do recurso. A partir daí, segundo a própria nota, a responsabilidade passa a ser da gestão municipal, que deve licitar, contratar e iniciar as obras.

O deputado também aponta exemplos de entregas que, segundo Chagas, saíram do papel a partir de emendas destinadas por ele, como a Casa de Apoio, no Flexal, e o Malocão, no Socó, usando essas obras para sustentar o argumento de que não se trata de promessa vazia, mas de recursos encaminhados e ações concretizadas ao longo do tempo.

UBS com dinheiro parado

No caso da UBS da Ticoça, o deputado foi direto ao atribuir o atraso à prefeitura: conforme ele, o recurso estaria na conta há quase um ano e, mesmo assim, a gestão municipal ainda não teria iniciado a licitação, o que impediria o início da obra. O parlamentar afirma que quem perde com isso é a comunidade, porque o dinheiro existe, mas a execução não avança.

O próprio prefeito, em conversa com o Política Macuxi, admite que o processo já passou por etapas como publicação e encaminhamentos internos e diz que agora vai iniciar a obra “nas próximas semanas”, ressaltando ainda que no documento aparece como “posto” e não como UBS — uma fala que, na leitura política do episódio, acaba reforçando o ponto central do deputado: se a licitação não andou antes, o problema esteve na execução municipal, não na destinação do recurso.

E o campo de futebol?

Sobre a principal cobrança feita por Benísio — a construção de um campo de futebol — a assessoria de Coronel Chagas esclarece que a demanda partiu do vereador Max Lobão e que o projeto aprovado é maior do que um campo: trata-se de uma praça com campo de gramado sintético, playground e banheiros, no bairro Venezuela, com valor de R$ 1,4 milhão.

A nota destaca ainda um ponto decisivo: a execução ficará a cargo do Governo do Estado, justamente para garantir que o recurso “vire obra”. Ou seja, mesmo que o prefeito cobre como se fosse uma promessa pessoal do deputado para a prefeitura, a resposta oficial coloca a obra no trilho estadual — e, portanto, fora do alcance direto do município.

Ao final, o deputado reafirma que seguirá destinando recursos e defendendo investimentos para Uiramutã, mas deixa a mensagem política do episódio: cobrança pública não substitui licitação, e anúncio em palanque não muda o fato de que obra só acontece quando quem executa faz a parte dela.

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