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Acadêmicas da UFRR vão expor projeto fotográfico e produzirão mural em universidade francesa

A parceria entre a Universidade Federal de Roraima (UFRR), a Secretaria de Cultura de Roraima e a UNESCO será anunciada nesta segunda-feira, 19 de outubro, às 11h, no gabinete da reitoria da UFRR.

A cultura e as identidades dos povos indígenas de Roraima serão tema de uma série de atividades acadêmicas e artísticas na Universidade Grenoble Alpes, na França, em fevereiro de 2027.

Foto de Caique Souza

Foto de Caique Souza

A programação, intitulada “Raízes e rituais: um olhar sobre o cotidiano dos povos indígenas em Roraima”, prevê exposição fotográfica, produção de mural, oficina de pinturas corporais indígenas e palestra sobre a construção da identidade imagética do corpo amazônico.

A artista Mirla Wapichana, acadêmica da Universidade Federal de Roraima (UFRR), e Tarcisa Leila dos Santos Araújo, vice-tuxaua Macuxi da comunidade Kapói, e, também, acadêmica da UFRR, participarão, em Grenoble, na França, das atividades do evento “Raízes e rituais: um olhar sobre o cotidiano dos povos indígenas em Roraima”.

As exposições da mostra fotográfica dos acadêmicos da UFRR estão previstas para o período de 1 a 19 de fevereiro de 2027.

As atividades serão realizadas nas bibliotecas Yves de la Haye, vinculadas ao Instituto de Comunicação e Mídia da universidade francesa, em Échirolles, no departamento de Isère.

A iniciativa integra as ações da Cátedra UNESCO em Comunicação Internacional da Universidade Grenoble Alpes, cujo projeto para o período de 2024 a 2028 contempla, entre outros temas, as culturas dos povos indígenas.

O projeto fotográfico é desenvolvido no âmbito das pesquisas do Núcleo de Pesquisa em Semiótica da Amazônia (NUPS) e da Rede de Pesquisadores em Comunicação e Semiótica da Amazônia (RANAUÁ), com a participação de estudantes pesquisadores do NUPS – UFRR. A proposta reúne participantes indígenas e não indígenas da Amazônia brasileira para refletir sobre as formas pelas quais as culturas ancestrais resistem, se transformam e se reinventam dentro e fora das comunidades indígenas.

Em fevereiro de 2027, o inverno de Grenoble vai conhecer o calor de outras raízes. Entre as montanhas dos Alpes, o grafismo que nasceu da pele, da cestaria na floresta cruzará o oceano para falar, sem pressa e com a licença ancestral, que os povos do Norte da Amazônia são memória, são presente e são futuro.

Cada fotografia exposta, cada traço estampado na parede, cada símbolo pintado que envolverá o corpo será um modo de lembrar que as raízes não ficam presas à terra onde nascem. Elas viajam, florescem e fazem do mundo inteiro uma… comunidade.

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