Em uma ação coordenada e de grande impacto contra o garimpo ilegal em Roraima, a Polícia Federal (PF), interceptou nesta sexta-feira (25/07) uma aeronave suspeita que pousou em uma pista clandestina localizada no município do Cantá, na zona rural do estado.
A operação, fruto de monitoramento e inteligência policial, resultou na prisão em flagrante de seis pessoas, incluindo o pecuarista Eduardo Campos, de 47 anos, filho dos ex-governadores Neudo e Suely Campos.
Segundo a PF, a aeronave não possuía plano de voo nem documentação válida, infringindo normas básicas de segurança aeronáutica.
Além disso, o avião apresentava modificações internas para transporte de carga e levava suprimentos comumente utilizados em garimpos ilegais, como alimentos, cigarros, galões de combustível e ouro.

Apreensão e destruição da aeronave
Durante a abordagem, os agentes federais apreenderam ouro, veículos, celulares e outros equipamentos eletrônicos, configurando fortes indícios da prática criminosa. Para impedir o uso futuro da aeronave em atividades ilícitas, ela foi inutilizada no local.

O caso Eduardo Campos
Eduardo Campos, um nome de peso na política roraimense, foi candidato a deputado federal em 2014, quando obteve 16.942 votos, sendo o terceiro mais votado, mas não alcançou uma cadeira na Câmara devido ao coeficiente eleitoral da coligação.
A prisão do pecuarista causou grande repercussão no cenário político e econômico do estado, já que sua família é tradicionalmente ligada à política e ao setor agropecuário.
A defesa de Campos se manifestou por meio de nota pública, afirmando que ele é produtor rural há mais de 25 anos, de reputação ilibada, e negou qualquer envolvimento com garimpo ilegal.
“As acusações são absolutamente infundadas. Todas as medidas judiciais já estão sendo tomadas para esclarecer os fatos e comprovar sua inocência”, diz o comunicado assinado pelos advogados Marcelo Campos, Jader Serrão, Thaisa Palla, Carlos Vila Real e Edmarcos Gonçalves.

Próximos passos
Após os flagrantes, os detidos foram levados à Superintendência da PF em Boa Vista e, em seguida, encaminhados ao sistema prisional. Eles permanecem à disposição da Justiça enquanto as investigações prosseguem para identificar outros possíveis envolvidos na rede de garimpo ilegal.



