O futebol brasileiro inicia um novo capítulo com a posse de Samir Xaud como presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
O dirigente, que até então liderava a Federação Roraimense de Futebol, tomou posse neste domingo (25) após ser eleito com 103 dos 108 votos possíveis em um processo eleitoral marcado pela ausência de apenas uma federação estadual.
Ao discursar, Xaud destacou a representatividade do Norte do Brasil no comando da entidade, reforçando o compromisso com as raízes nortistas e a diversidade regional.
“O Norte do País existe e precisa ser lembrado. Vamos trabalhar para que o futebol do Norte tenha voz e participação nas decisões nacionais”, declarou.
Entre as prioridades apresentadas pelo novo presidente estão a reorganização do calendário do futebol brasileiro, o fortalecimento do futebol feminino e a implementação de um Fair Play financeiro, com vistas à criação de uma liga de clubes que administre o Campeonato Brasileiro.
A melhoria da arbitragem e o retorno da seleção brasileira ao ciclo de títulos também foram mencionados como metas centrais.
Xaud prometeu ainda avanços em temas de inclusão e diversidade, além de iniciativas sustentáveis que vão ao encontro de uma CBF mais moderna e alinhada com as necessidades do esporte. Uma das novidades apresentadas é a realização da Taça Indígena, iniciativa que pretende valorizar as tradições e culturas originárias do país.
A escolha de Samir Xaud representa uma guinada para a gestão do futebol no Brasil, marcada pela promessa de descentralização e maior diálogo com as federações estaduais.
“Queremos que a seleção brasileira seja símbolo de todos os brasileiros e que a camisa verde e amarela recupere seu significado de união nacional”, concluiu.
Com o apoio de 25 das 27 federações estaduais, Xaud assume a liderança no lugar de Ednaldo Rodrigues, que foi afastado judicialmente do cargo. Nos próximos dias, ele já terá encontros importantes, incluindo um almoço com o técnico Carlo Ancelotti, recém-anunciado para comandar a seleção.
A gestão de Samir Xaud na CBF está prevista para durar até maio de 2029, e será acompanhada de perto por torcedores e dirigentes em todo o país, especialmente aqueles do Norte, que agora veem um conterrâneo na presidência máxima do futebol brasileiro.



