Em contagem regressiva para definir quem serão os candidatos a prefeito na eleição deste ano, o União Brasil fez uma intervenção no Diretório Municipal e retirou o deputado federal Antonio Nicoletti da presidência do partido. Agora quem comanda o partido no Estado é Catarina Guerra. Ambos registraram candidaturas no Tribunal Regional Eleitoral, mas a Executiva Nacional do União Brasil confirmou que a deputada estadual Catarina Guerra é a candidata oficial do partido.
Segundo informações obtidas pelo site Política Macuxi, Nicoletti havia sido avisado da decisão do partido nacionalmente de que a candidata em Roraima seria Catarina e descumpriu a ordem.
Catarina Guerra informou ao Política Macuxi que após a decisão partidária, a candidatura de Nicoletti não esta mais válida por vício de descumprimento das normas partidárias, uma medida que adiciona mais um capítulo à conturbada disputa interna.
“Agradeço ao grupo de apoio do grupo político no Estado e principalmente o apoio da executiva nacional do Partido que teve esse reconhecimento da viabilidade e do nosso compromisso com Roraima. Nos deram o direito de ser candidata e acabaram com toda essa perseguição e discriminação que sofri como mulher e como política internamente dentro do partido” disse Catarina.
A Executiva Nacional do União Brasil também anunciou a abertura de um processo de insubordinação contra Nicoletti, que vinha se opondo às diretrizes estabelecidas pela liderança partidária. Essa ação é vista como um movimento para garantir a unidade e a disciplina dentro do partido, visando fortalecer a campanha eleitoral.
A reportagem do Política Macuxi procurou Nicoletti que confirmou a intervenção do partido em Roraima.
“Sou candidato a prefeito e quero tranquilizar que esse ato de intervenção sorrateiro é de quem gosta de interferir em outros partidos e essa intervenção é temporária e não é a executiva nacional que vai conseguir retirar minha candidatura” afirmou , criticando outros oponentes políticos.
O professor e cientista político da Universidade Federal de Pernambuco Clovis Miyachi afirma que a intervenção é um instrumento legítimo.
“É bem-vindo para corrigir desvios de conduta ética, por exemplo. Na maioria dos partidos, a intervenção é prevista em estatuto, entre outras situações, quando não é alcançada votação mínima estipulada pela legenda numa eleição. Divergências eleitorais também são justificativa”



