Cachês milionários no Mormaço Cultural em ano eleitoral geram polêmica

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A Prefeitura de Boa Vista anunciou recentemente a programação do Festival Mormaço Cultural, que ocorrerá entre os dias 30 de agosto e 8 de setembro. O evento, que promete reunir diversas atrações nacionais e locais, está sendo alvo de críticas e debates nas redes sociais devido aos altos valores pagos aos artistas contratados.

Dentre os cachês mais controversos, confirmados no Diário Oficial do Município de Boa Vista de 2 de julho de 2024 destacam-se:

  • Joelma: R$ 400 mil (J Music Editora e Produções Artísticas LTDA)
  • Roberta Miranda: R$ 370 mil (Canto Livre Produções Artísticas LTDA)
  • Nando Reis: R$ 360 mil (Relicário Produções Artísticas LTDA)
  • Ana Vitória: R$ 310 mil (Anavitoria Artes LTDA)
  • Marina Sena: R$ 290 mil (Marina Sena Produção Musical LTDA)
  • Marcelo Falcão: R$ 260 mil (Poly & Edro Produções Artísticas e Edições Musicais LTDA)
  • Hungria Hip-Hop: R$ 210 mil (HN Produção Artística LTDA)
  • Zeba: R$ 120 mil (Zeeba Co. LTDA)
  • Planta e Raiz: R$ 90 mil (Z Produções Artísticas LTDA)

A atração com o cachê mais alto é Ludmila, que receberá impressionantes R$ 600 mil.

O somatório dos cachês das atrações nacionais do Mormaço Cultural ultrapassa os R$ 2,7 milhões.

Este valor, destinado apenas para os artistas nacionais, levantou questionamentos sobre a gestão dos recursos públicos em um momento em que a cidade enfrenta desafios econômicos e sociais significativos, principalmente relacionados as recentes enchentes .

Despesas de um Grande Festival

O prefeito Arthur Henrique defende o investimento, destacando que o Mormaço Cultural se tornou um dos maiores festivais da região Norte, atraindo visitantes de outros estados e países fronteiriços. “Os artistas da nossa terra se juntam com os nacionais e levam muita arte, cultura e emoção para o público”, afirmou.

A programação do festival inclui mais de 20 atrações locais, como Bloco do Mujica, Mayk Guy Bras, Bodó Valorizado, Leka Denz, Banda Ponto 3, e muitos outros. Além da música, o evento contará com intervenções de artes cênicas, espetáculos de teatro e a visita de um renomado chef de cozinha.

Impacto na Comunidade

Apesar das justificativas do prefeito, a comunidade boa-vistense está dividida. Muitos consideram os cachês exorbitantes, especialmente em comparação com os recursos destinados a serviços essenciais como saúde e educação. “É um absurdo gastar tanto dinheiro com shows enquanto temos tantas outras necessidades urgentes na cidade”, comentou um morador nas redes sociais.

 

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