Ex-Senador é denunciado pelo Ministério Público Federal

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O Ministério Público Federal (MPF) apresentou uma denúncia contra o ex-senador Romero Jucá (MDB) e outros envolvidos, afirmando existir uma   organização que operava em Roraima com esquemas de fraudes em licitações, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.  As investigações fazem parte da Operação Imhotep.

De acordo com o MP, baseado em relatório da Polícia Federal, a atividade parlamentar e a influência de Jucá após deixar o mandato viabilizaram a prática delituosa. O órgão atribui ao ex-senador a organização e direção de uma organização  que movimentou quase 65 milhões de reais.

Nas 246 páginas do documento, a que o Política Macuxi teve acesso com exclusividade, o Ministério Público analisa convênios, licitações, contratos, movimentações financeiras, ligações telefônicas e mensagens por aplicativo para denunciar, além de Jucá, seus filhos, empresários, sócios, funcionários de empresas envolvidas no esquema e alguns servidores públicos.

O MP pede que eles respondam por prática de lavagem de dinheiro, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva e participação em organização criminosa

Em nota, a assessoria de comunicação de Romero Jucá informou que ele está tranquilo e confiante de que as investigações irão esclarecer todos os fatos, comprovando a sua inteira inocência. “De toda forma, destaca que têm prestado todos os esclarecimentos necessários para encerrar esta investigação”.

Os Principais Envolvidos

Entre os denunciados estão Romero Jucá, seus filhos Marina e Rodrigo Jucá, além de empresários e servidores públicos ligados ao esquema. A denúncia detalha como os recursos federais destinados ao Programa Calha Norte foram desviados através de contratos  com empresas controladas pelos denunciados.

Foram cinco as prefeituras que assinaram contratos com o programa: Caroebe, Mucajaí, Caracaraí, Bonfim e a capital Boa Vista.

O Esquema

O relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou que duas empresas  foram beneficiárias principais , recebendo milhões de reais através de licitações apesar de não tinham capacidade técnica para executar as obras contratadas, e que colaboravam para fraudar os processos licitatórios, garantindo a vitória nos certames.

A investigação incluiu interceptações telefônicas, quebra de sigilos bancário e fiscal, e medidas de busca e apreensão. As provas coletadas revelam a cooptação de

O MPF destaca que o esquema causou graves prejuízos aos cofres públicos, com a execução de obras superfaturadas e, em muitos casos, inacabadas. A denúncia visa responsabilizar todos os envolvidos e recuperar os recursos desviados.

Estrutura da Organização

A denúncia divide a organização  em três núcleos:

  1. Núcleo Político-Financeiro: liderado por Romero Jucá, que utilizava sua influência política para garantir a liberação de recursos federais e direcionar contratos para as empresas .
  2. Núcleo Empresarial: formado pelos sócios das empresas , responsáveis por operacionalizar as fraudes nas licitações e garantir o desvio dos recursos.
  3. Núcleo Operacional/Administrativo: composto por funcionários das empresas e servidores públicos municipais, encarregados de facilitar a execução do esquema e a lavagem de dinheiro.

 

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