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Deputado quer que Assembleia peça cancelamento de concessão da Roraima Energia

O deputado Jeferson Alves (PTB) propôs à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa (ALE-RR) e aos demais parlamentares que ações mais enérgicas sejam adotadas contra a empresa Roraima Energia. As constantes interrupções no fornecimento de energia elétrica em todo o Estado são a principal justificativa do parlamentar.

“A população paga caro por um serviço que não funciona, são prejuízos incalculáveis. Já passou da hora da Roraima Energia ter a concessão cancelada. Está na hora dessa Casa tomar uma posição mais dura, reunir uma comissão de deputados para ir até Brasília e pedir o cancelamento deste contrato. É inadmissível ter uma empresa tão irresponsável, com tanto descaso com a população”, sugeriu, durante a sessão ordinária desta quarta-feira (1º).

Alves disse que os moradores da Vila São José, no município de Cantá, a 37 quilômetros de Boa Vista, passam até 18 horas sem energia elétrica. Segundo ele, não se percebe boa vontade por parte da Roraima Energia para resolver o impasse, pois os vereadores do município pediram uma audiência com a empresa, mas não tiveram retorno.

A deputada Aurelina Medeiros (Pode) citou outras localidades no município que também são afetadas, como as vilas Félix Pinto, União, Central e São Raimundo, alvos de constante falta de energia.

“Não é por falta de manutenção, mas irresponsabilidade da Roraima Energia. E se falta energia, acaba a água. Esses dias, na Vila São José, trocaram o transformador do poço artesiano, mas disseram que não era a solução porque falta energia constantemente. Em Boa Vista, é a mesma coisa: falta energia e falta internet”, disse.

Segundo a parlamentar, a Roraima Energia recentemente fez uma extensão de rede para as chácaras da Vila São José. “A rede não é antiga. O problema é que falta energia e responsabilidade [da empresa] com os moradores”, enfatizou.

O deputado Gabriel Picanço (Republicanos) corroborou ao salientar que no Sul de Roraima os moradores passam pelo mesmo problema. “Os prejuízos são grandes para eles. Os comerciantes sofrem porque os produtos refrigerados estragam. Matam o gado no Cantá ou em Rorainópolis e levam para o Sul do Estado, mas a carne estraga por falta de conservação, pois chegam a ficar até 12 horas sem energia”, relatou.

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