PF faz mais uma operação contra comércio e contrabando de ouro da Terra Yanomami

PF faz mais uma operação contra comércio e contrabando de ouro da Terra Yanomami

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira, 02, a operação ‘Célula de Fizzer’, com o objetivo de desarticular um esquema de comércio ilegal de ouro oriundo da Terra Indígena Ianomâmi, que teria como destino compradores em São Paulo.

Esta é a segunda operação deste tipo realizada pela PF, em Roraima, em menos de um mês. No dia 06 de agosto, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, sendo cinco em Boa Vista, dois em Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, dois em Natal (RN), um em São Miguel do Gostoso (RN) e um em Jandira (SP).

No domingo, 30, uma reportagem exibida pelo programa Fantástico, da Rede Globo, mostrou que toneladas de mercúrio entram clandestinamente no país para abastecer garimpo de ouro em Roraima. o material envenena os rios e ameaça a saúde de toda a população da região.

Na operação de hoje estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Boa Vista e um em São José do Rio Preto (SP). Os mandados foram expedidos pela 4ª Vara da Justiça Federal em Roraima, após representação da autoridade policial e manifestação favorável do Ministério Público Federal (MPF).

INVESTIGAÇÕES-

As investigações começaram em janeiro deste ano, quando um homem foi abordado pela PF no aeroporto em Boa Vista enquanto embarcava para São Paulo com meio quilo de ouro em forma de um cordão e um “pingente”.

O inquérito policial aponta que o suspeito, que atuaria informalmente também com a confecção de joias em Boa Vista, adquiriria ouro de garimpos ilegais localizados em terras indígenas e os revenderia em São Paulo, onde conseguiria valores mais altos pelo metal. As investigações indicam que as negociações chegariam a envolver dez quilos de ouro clandestino por vez.

Os alvos são suspeitos dos crimes de usurpação de bens da União e de suposta associação criminosa, cujas penas podem chegar a 8 anos, além de multa.

FIZZER-

O nome da operação faz referência a um processo eletroquímico de separação do ouro de outros elementos químicos, geralmente utilizado na reciclagem de sucatas metálicas, argumento geralmente utilizado como origem do ouro encontrado com envolvidos com extração ilegal de ouro.

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